segunda-feira, 7 de novembro de 2016

URBANISMO

O condomínio seguro que converte as cidades brasileiras em inseguras




São Paulo 

André  de Oliveira




“Não sabe brincar, não desce pro play”. Play, no caso, é a abreviação de playground, o parquinho infantil que formou gerações de meninos e meninas no pátio de edifícios residenciais Brasil afora. O significado da frase é evidente, o que ela retrata, não. O fato de que esta espécie de provérbio, a ser evocado em diferentes situações cotidianas, tenha nascido do ato de “descer pro play” serve como um símbolo de uma forma de se habitar, em que desde a brincadeira de criança até a ginástica dos adultos é resolvida intramuros. É também revelador do quanto a vida em condomínios verticais está enraizada nas cidades brasileiras.

Parábola à parte, quem cresceu em uma família de classe média entre as décadas de 1980 e 2010 provavelmente conhece bem o assunto. Não à toa. Foi no final dos anos 1970, que os condomínios verticais começaram a surgir nos grandes centros urbanos do país. Hoje, eles são praticamente tudo o que o mercado imobiliário oferece. Em uma reflexão rápida, é difícil imaginar que as coisas poderiam ter tomado outro rumo. Afinal, com 21 das 50 cidades mais violentas do mundo – segundo ranking de 2015 da ONG mexicana Conselho Cidadão para a Segurança Pública e a Justiça Penal – é de se esperar que as pessoas busquem muros para proteção.

No desenho de uma cidade, contudo, nenhuma reflexão pode ser tão rápida, já que tudo que se constrói (ou que se põe abaixo) causa um impacto em níveis diferentes. Assim, é praticamente unanimidade entre urbanistas que se os condomínios fornecem sensação de segurança para seus condôminos, são eles também a causa de cidades cada vez mais desiguais e inseguras. Apesar disso, reforçam que a conclusão não propõe uma cruzada contra quem escolhe viver atrás de muros ou contra o mercado imobiliário, mas uma necessidade de se repensar com urgência um modelo tão naturalizado que, como visto no caso do playground, já deu ensejo até para a criação de axiomas.

Eles geram desigualdade, argumentam os especialistas, porque concentram apenas pessoas de um mesmo poder aquisitivo convivendo entre si. “Essa lógica tem sido responsável por produzir uma sociedade dividida em nichos em que o contato com o outro fica cada vez mais distante e, por isso mesmo, o diálogo cada vez mais difícil”, argumenta o sociólogo Eduardo Marques, pesquisador do Centro de Estudos da Metrópole (CEM). São também geradores de insegurança, dizem, porque todos os serviços e instalações oferecidas nos condomínios usam muito espaço para se viabilizarem, o que produz quarteirões inteiros murados, onde o pedestre não tem motivo para passar, fazendo das calçadas lugares desertos.

Pegue a publicitária Luiza Oliveira, 28 anos, como exemplo. Ela mora em um conjunto de prédios na zona sul da capital paulista em que são oferecidas aulas de ginástica, yoga, pilates e judô. Além disso, há piscinas, quadras, um mercado para necessidades de última hora e uma minifeira semanal de produtos orgânicos. Os funcionários do condomínio têm um cadastro digital e todo dia colocam o dedo em um leitor ótico para ter acesso às instalações. O carro dos moradores tem um chip eletrônico que é identificado na hora da entrada na garagem, onde seguranças observam a movimentação. A publicitária quase não utiliza as facilidades oferecidas, mas seus pais sim. Ela própria, quando precisa fazer alguma coisa, usa o carro para se deslocar, já que o bairro em que vive é formado basicamente todo por condomínios verticais como o dela.


"Essa lógica tem sido responsável por produzir uma sociedade dividida em nichos em que o contato com o outro fica cada vez mais distante"

As facilidades e o esquema de segurança do condomínio da Luiza poderiam supor um local de alto luxo, inacessível para grande parte da população, mas hoje muito da descrição é regra em lançamentos imobiliários com diferentes faixas de preço. “Não se trata de ser contra o mercado imobiliário, mas é importante mostrar que o modelo de moradia vendido hoje, que é baseado no marketing da segurança e no conforto proporcionado pelos serviços oferecidos, está produzindo cidades insustentáveis”, diz o urbanista Vinicius Netto.

Professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Netto elaborou uma pesquisa que mostra numericamente que ruas com prédios que começam na linha da calçada, não tem afastamento lateral para outras construções e, por fim, abrigam pequenos comércios no térreo são mais usadas por pedestres. Essas características juntas possibilitam o que é chamado de “fachadas ativas”, ou seja, construções que oferecem alguma interação com o passante. Para chegar à conclusão, Netto e outros pesquisadores fizeram milhares de medições do movimento de pedestre, entre 9h e 19h, nas cidades de Porto Alegre, Florianópolis, e Rio de Janeiro.



Ao definir três tipos de modelos de ocupações diferentes – as contínuas, representadas por ruas com fachadas ativas; as híbridas em que há uma mistura de construções; e as isoladas, que podem muito bem ser representadas pelos condomínios verticais com suas torres de moradia e muros –, o estudo de Netto chegou à conclusão que em bairros com características contínuas há uma circulação até três vezes maior de pedestres do que em bairros de desenho isolado. “Só existe espaço público se existe vitalidade deste espaço e, para que isso aconteça, é necessário pensar no tipo de construções que estamos produzindo”, diz.

O condomínio, como tem sido desenhado, ao mesmo tempo em que interrompe o tecido urbano – ao criar grandes quarteirões isolados e murados –, também faz com que as pessoas só andem de carro, reforçando uma característica já cruel das cidades brasileiras que é um modelo de deslocamento voltado para o transporte individual e não coletivo. O fato de o transporte coletivo ser um dos principais problemas estruturais do país reforça tudo isso. Mas e a segurança? “Uma rua com vitalidade, com janelas de prédios e casas coladas à calçada, com comércios abertos, cria uma segurança natural. As pessoas se sentem mais observadas”, diz Netto. Janelas são como olhos, os outros são nossa proteção natural.

“A insegurança é explorada pelo marketing imobiliário para vender o modelo do condomínio. O modelo do condomínio, por sua vez, gera mais insegurança, já que a segurança natural, propiciada pela presença de outros pedestres na rua, é quebrada exatamente pela presença do condomínio. Logo, temos um efeito circular cumulativo”, comenta Netto. O fato deste tipo de moradia ser praticamente a única disponível e o modelo vender bem e custar pouco para as construtoras que constroem projetos muito semelhantes e em alta escala, aliada à questão da falta de planejamento urbano, tem feito com que os condomínios verticais se espalhem por todas as cidades brasileiras."

Adensamento e verticalização

Marques ressalta que o fenômeno não é só brasileiro. Praticamente todos os países da América Latina, América do Norte e Ásia têm passado por um processo semelhante. “Lima, no Peru, por exemplo, é um forte exemplo desse tipo de urbanização”, diz o sociólogo. Uma vista aérea das regiões centrais de São Paulo sugere um verdadeiro paliteiro de construções desconexas. E, de fato, a capital paulista, em uma mistura de legislações, ideias urbanísticas e modelos idealísticos de cidade, é um dos melhores exemplos para se entender quando e por que teve início a proliferação de condomínios verticais.

Em 1973, a construtora Takaoka lançou o empreendimento Ilhas do Sul, um conjunto de torres residenciais em que havia todo tipo de serviços e facilidades disponíveis. Não por acaso, Takaoka foi a mesma construtora responsável por Alphaville, um gigante condomínio horizontal lançado na mesma época nas bordas de São Paulo. Ele seguia em muito os moldes das edge city, os bairros de subúrbio americano, em que as pessoas trabalham no centro e vivem afastadas em lugares mais tranquilos, aprazíveis e seguros. O Ilhas do Sul era, de certo modo, Alphaville sem sair de dentro da cidade. A ideia deste tipo de moradia, contudo, não nasceu espontaneamente, do nada.Uma das explicações possíveis, segundo Netto, está no imaginário idealístico de um novo modelo de cidade que, no Brasil, é simbolizada pela capital nacional. “O ideal de Brasília é o de uma ‘cidade jardim’ em que morar bem é um dos quesitos mais importantes. Desse modo, ela propõe uma ocupação do solo espraiada, que é o contrário do adensamento populacional existente, por exemplo, em bairros de configuração contínua, em que uma construção é colada à outra e existe uma mistura entre comércio e residência”, diz o urbanista.



segunda-feira, 11 de abril de 2016

Casa na Floresta

Vamos chamá-la de casinha da floresta, nada mais é que, uma casa de férias com fortes traços japoneses. O facto é que esta bela casa construída à beira de uma floresta em Oregon, nos Estados Unidos, pelo construtor de barcos Brian Schulz pode realmente ser uma fonte de inspiração para jovens amantes por casas.
Brian sempre quis ter uma, tanto é que ele realizou seu sonho construindo sozinho. O projeto levou um ano para ser finalizado e custou 18.000 reais (ou 4.500 dólares), graças a materiais encontrados no local e materiais de recuperação!

Inspirado na arquitetura japonesa, a Forest House (como é chamada pelo proprietário), composta de dois pisos, com uma área total de 50 metros quadrados em uma mistura de estilos que combina o charme do oriental ao ocidental e tradicional.
Inicialmente Brian só queria recuperar uma pia de bronze que ele encontrou no aterro local. “Limpei tão bem – diz ele – a ponto de pensar que eu precisava de um lugar para colocá-lo. Eu não estou brincando, foi assim mesmo que aconteceu! Eu gosto dos pequenos espaços abertos, são acolhedores, mais barato, mais fácil de construir, mas também para limpar e evitar a acumulação de um monte de coisas que você realmente não precisa.

Situada na floresta de Cabo Falcon, Oregon, a casa oferece todas as comodidades básicas que você esperaria de uma casa real. Todos os materiais escolhidos são adquiridos no local. Isso faz com que a estrutura seja altamente sustentável.
Janelas são de segunda mão e as paredes rebocadas com terra e verniz, dando-lhe características únicas de artesanato, com vigas expostas e acabamentos que dão ainda mais sofisticação ao estilo japonês.
A sala tem uma plataforma multifuncional onde foi colocado o tatami, que pode ser usado para jantar, relaxar ou dormir.


cozinha inclui um local de trabalho de placas em forma de L construído em madeira de nogueira que Brian tinha cortado de uma árvore caída em uma década anterior. O piso abriga a pia de bronze que desencadeou esta história, armários e prateleiras para armazenar itens úteis na cozinha.
Para cozinhar Brian instalou um pequeno fogão Jotul, que com pouca lenha pode criar uma grande quantidade de calor. “Eu trabalhei duro para evitar o uso de substâncias tóxicas“, diz Brian, já que “a água da pia acaba no jardim para regar as flores.

No piso superior desta pequena casa de madeira foi colocado um leito matrimonial com um colchão de latéx natural e uma cômoda, à qual foi adicionada uma biblioteca, duas mesas de cabeceira e uma lanterna simples no estilo japonês que Brian construiu usando velhos queimadores de incenso e papel de cedro feito a mão.
Além disso, a uma curta distância da casa de madeira, se encontra um banheiro compacto colocado em um cubo de madeira ao ar livre.

Terminada a casa, Brian está agora trabalhando sobre a idéia de construir uma cúpula geodésica. “Quero integrar uma estufa e um aquecedor de alta eficiência para queimar resíduos de madeira. Eu gostaria que meus frangos dormissem na casa durante a noite para ajudar a mantê-la quente. Eu quero que a minha estrutura seja completamente tranquila e off-grid, usufruindo também a energia solar“.
Claro, esta casa provavelmente não é adequada para viver permanentemente, mas certamente promete dias relaxantes e auto-sustentáveis diz o autor do artigo.
Entretanto no Brasil a casa poderia ser adaptada para residência em ambiente rural ou terreno de pequenas dimensões onde sua área seria facilmente adaptável. (nota do bloger)

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Apto 02 Dorm - Sofia Veloso - Cidade Baixa


Apto. 02 Dorm, living dois ambientes, banheiro social reformado, cozinha com área de serviço independente, banheiro aux. ou depósito, com ótima localização: rua silenciosa e arborizada no coração do bairro CIDADE BAIXA. Condomínio com elevadores, portaria 12 horas noturna, bicicletário, porteiro eletrônico, grade de proteção, gás central com leitura individual e zeladoria.

Bicicletário

Living Amplo 02 Amb
Living com Hall de Entrada 
Detalhe Living
Circulação
Banheiro Social
Detalhe Banheiro Social
Box de Vidro Temperado
Dorm Solteiro
Dorm Casal
Detalhe Dorm Casal
Cozinha 
Detalhe Cozinha

Área de Serviço



Fachada



- Valor: 382 mil
- Cond: 400 reais
- Proprietário Negocia o Vlr.


Contato:
Julio Kling
Consultor de Imóveis
CRECI 41.552
Cel: (51) 9197 8804
casa verde

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Queda dos Valores de Imóveis na Capital em 2015 - Mercado para quem quer Comprar


Preço dos imóveis à venda caiu quase 8% em Porto Alegre


O preço médio dos imóveis anunciados para venda em Porto Alegre caiu 7,93% em 2015. O percentual já considera o desconto da inflação do período na Capital, que foi de 10,85%.

O acompanhamento dos preços dos imóveis é feito pelo FipeZap. O índice registrou variação negativa em vários meses ao longo do ano. Inclusive, em dezembro, quando caiu 0,10%.

O resultado confirma as previsões que vinham sendo noticiadas aqui no blog Acerto de Conta$ ao longo de 2014. Os preços não teriam uma queda brusca, mas não iriam acompanhar a inflação e isso representaria uma redução nominal de valores. O setor imobiliário foi um dos primeiros a sentir os efeitos da crise econômica.

O preço médio do imóvel à venda em Porto Alegre fechou em R$ 5.448 por metro quadrado. O Rio de Janeiro segue no topo do ranking das 20 cidades pesquisadas, com metro quadrado a R$ 10.438.



terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Holanda - Energia Solar e Mobilidade Urbana

Holanda inaugura a primeira ciclovia solar do mundo que gera energia para a cidade



“O caminho do futuro e o caminho para o futuro”: É assim que é apresentada a ciclovia solar que foi inaugurada recentemente na cidade de Krommenie, a noroeste de Amsterdã –a primeira ciclovia solar do mundo”.

“O que a faz com que esta ciclovia seja tão especial e única vai muito além de sua inovação tecnológica: ela beneficia as populações e sistemas públicos municipais de seu entorno”.

“O primeiro trajeto desta ciclovia, construída com painéis de concreto com células fotovoltaicas cobertas com vidro temperado, tem 70 metros de extensão. Ao receberam a incidência da luz solar, os painéis iniciam a geração de energia que é direcionada aos mais variados usos no entorno.”

“A ciclovia, chamada de SolaRoad, foi apresentada como a primeira ciclovia solar do mundo; há outras iniciativas anteriores que seguem a mesma ideia, mas se diferenciam pelos materiais utilizados.”

“Uma delas e a Starpath, em Cambridge. Implantada em meio ao parque Christ’s Pieces, seu principal atributo se deve ao fato de ser feita com uma pintura que armazena os raios ultravioletas durante o dia para emiti-los à noite. Outra versão é aSolarRoadways, uma proposta pensada para cidades que sofrem com as nevascas. Neste caso a ciclovia transforma a energia solar em calor para derreter a neve e liberar o caminho para os ciclistas. “






“Conforme mencionado em um artigo do CityLab, esta nova ciclovia holandesa possui dois inconvenientes. O primeiro é seu alto custo de implementação, já que, quando estiver pronta em 2016 com seus 100 metros de comprimento, ela terá gasto US$3,7 milhões. O segundo é a orientação das células fotovoltaicas, que, por não poderem se voltar para melhor receber os raios solares, apresentam baixa eficiência."

“Todavia, o fato da primeira etapa desta ciclovia, com apenas 70 metros, gerar energia para três casas, o sistema públicos de iluminação, o monitoramento de tráfego e os carros elétricos, supera, de longe, qualquer desvantagem. “

É uma tremenda INOVAÇÃO. Que gerou dados confiáveis e aplicados sobre uma tecnologia nova: ciclovias geradoras de energia. Vale a pena, vale o preço, vale mesmo!

“Um dos integrantes do consórcio que participou na construção, Dr. Sten, disse à BBC que, eventualmente, as estradas solares poderiam ser utilizadas para recarregar os veículos elétricos que as utilizam. No entanto, em sua opinião, estes carros não são um substituto já que a eletricidade deles não é produzida de maneira sustentável”.




Via Plataforma Urbana. Tradução Arthur Stofella, ArchDaily Brasil. Cita: Constanza Martínez Gaete. “Holanda inaugura a primeira ciclovia solar do mundo que gera energia para a cidade” 10 Dez 2014. ArchDaily Brasil.


quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Casa de Paletes - 60m²



Os paletes, são plataformas consistentes de placas de madeira amplamente utilizadas na indústria de transporte como suporte para vários tipos de mercadorias e podem ter mil aplicações. Normalmente, após o uso, eles são queimados, pois devolvê-los para o proprietário poderia custar mais do que para adquirir novos. Então se torna um grande desperdício o seu descarte.
Tomando isso como base, os designers da I-Beam Design criaram esse projeto desta casa de paletes e também porque eles foram inspirados por um fato simples, mas incrível: 84% dos desabrigados do mundo poderiam ser acomodados com um fornecimento anual de paletes reciclados do mercado americano. Com a produção de um ano e meio de paletes dos EUA, 33 milhões de desabrigados poderiam viver neste tipo de habitação.
Seria uma enorme quantidade de alojamento para uma enorme quantidade de pessoas que precisam. O que faz a sua concepção engenhosa é que, em teoria, qualquer um poderia construir um, com economia e em menos de um dia. Mas os usos podem ser múltiplos!
Os designers decidiram desenvolver uma solução de habitação mais permanente, o que serviria não só para os desabrigados de áreas afetadas por desastres naturais ou guerras, mas também como uma casa modular, pré-fabricada, para habitação a preços acessíveis, disponíveis em todo o mundo.
Os paletes de fato oferecem uma grande flexibilidade em termos de configuração, permitindo que cada família construa sua casa de acordo com suas necessidades e tamanho.
São baratos (27 reais para um palete limpo e tratado) e seus tamanhos e formas são os mesmos em todo o mundo! Para uma casa em paletes de 60 metros quadrados, nos servem 800 paletes. Fizemos um cálculo rápido: 800 paletes x 27 reais / paletes = 21.600 reais para o “esqueleto” de uma casa de 60 metros quadrados. Não é ruim, certo?
Estes são os números que chegaram dos dois arquitetos austríacos, Gregor Pils e Andreas Claus Schnetzer, que também tinha escolhido como base de seu projeto o palete. Agora surge a pergunta: mas depois de colocar as paletes uns sobre os outros, a partir de onde passarão as instalações? E o isolamento térmico, como será?

Os paletes são naturalmente equipados com um alojamento para a instalação: os buracos onde as máquinas de elevação entram com suas lâminas, atuarão como buracos para a passagem da fiação.
Para o isolamento, o interessante é sua facilidade de adaptação ao clima e ao local onde a casa foi construída. Em um projeto para a reabilitação de favelas do Cairo, por exemplo, Pils e Schnetzer usaram areia. Em casas para o fim de semana na Áustria, em vez de celulose têm se usado fibra de vidro ou lã de ovelha, escolha. E o consumo?
Graças ao isolamento térmico e sistema de ventilação natural, os dois jovens arquitetos vienenses calcularam que o consumo de energia da casa é de cerca de 24 kWh / m² por ano!

A água da chuva proveniente do telhado é recolhida num tanque e depois usada para os sanitários. O custo total (material e mão de obra) para uma casa de 60 metros quadrados, com 25 metros quadrados de varanda, na versão mais luxuosa, é de cerca de 270.000 reais. Em Johanesburgo, África do Sul, utilizando a palha como o isolamento, o custo (materiais e mão de obra) de um edifício de 80 metros quadrados de construção (com 25 metros quadrados de varanda) foi de apenas 33.800 reais.
Para a construção de uma casa de palete, em média, requer o trabalho de duas pessoas durante cerca de dois meses no canteiro de obras e durante dez dias no local de montagem. Em 4-5 dias, a construção pode então ser desmontada e pronta para ser transportada para outro destino. A estrutura modular da casa também permite uma extrema flexibilidade de transporte para escolha do local de instalação final.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

ENERGIA SOLAR: BRASIL CHEGARÁ A 3 MIL MEGAWATTS EM 2018




Com o Leilão de Energia Reserva, para ativação até novembro de 2018, realizado na última sexta-feira 13, o Brasil atingiu uma capacidade surpreendente no campo das energias renováveis, inserindo definitivamente a energia solar na matriz energética brasileira.

Os números positivos viabilizam a vinda de fabricantes de painéis solares e inversores para o País, fortalecendo uma nova cadeia produtiva. Foram leiloados 1.477,54 Megawatts (MW) de energia, sendo 929,34 MW em usinas solares e 548,20 MW em usinas eólicas.


A Gemasolar, primeira usina do mundo capaz de produzir
 energia solar 24 horas por dia, foi instalada este mês
 na região de Sevilha, na Espanha, pela Torresol Energia


Com este resultado, o Brasil deverá chegar a 2018 com três mil megawatts em energia solar. O preço médio do MWh solar vendido ficou em R$ 297,75, abaixo do último leilão, realizado em agosto, quando o preço foi de R$ 301,79.

Foi comercializada a energia de 32 novas usinas solares na Bahia (6), Minas Gerais (9), Paraíba (1), Tocantins(3), Pernambuco (4), Ceará (4) e Rio Grande do Norte (5). A energia solar fotovoltaica movimentou, no leilão, mais de R$ 4,3 bilhões. Ao todo, foram contratados 2.453 lotes. E a potência total ficou em 43 milhões de MWh.

Na energia eólica, foram 20 novas usinas, sendo 18 na Bahia, uma no Maranhão e outra no Rio Grande do Norte. Considerando a situação atual e os leilões realizados desde 2013, a Bahia assumiria até 2018 a liderança nas duas formas de geração, solar e eólica.

Ao longo de 2016 ocorrerão novos leilões que deverão aumentar esses valores para 2018. O site Energia Mapeada, que faz o acompanhamento dos dados de energia no Brasil, elaborou o quadro abaixo, com os valores em Megawats (MW) em energia solar para daqui dois anos:




Vantagens





As grandes vantagens da energia solar são a velocidade para implantação das usinas, mínimo impacto ambiental, baixo custo de manutenção e possibilidade de localização junto aos grandes centros consumidores, evitando longas linhas de transmissão.

Pela média internacional, para cada Megawatt solar instalado, são gerados nove empregos diretos e 15 indiretos, na fase de construção das usinas. Após essa etapa, para manter as usinas operando, basta um empregado direto para cada MW e quatro indiretos.

Na geração de energia solar nos telhados, sucesso nos Estados Unidos e Europa, o Brasil continua patinando devido à burocracia das distribuidoras de energia e à cobrança de impostos, principalmente o ICMS, sobre a energia gerada.

Apenas São Paulo, Minas Gerais, Tocantins, Goiás, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará adotaram até agora a isenção.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/economia/205474/Energia-solar-Brasil-chegar%C3%A1-a-3-mil-megawatts-em-2018.htm